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Laguna – A Polícia Civil de Laguna, por meio da DIC (Divisão de Investigações Criminais), anunciou na manhã desta sexta-feira, 11, a apreensão de dois adolescentes de 17 anos apontados como responsáveis pelo homicídio de Clóvis William dos Santos, 44 anos, conhecido pelo apelido de Mukirana. Os dois vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe e tentativa de ocultação de cadáver.

O corpo de Clóvis,  que tinha um programa na TV Unisul de Tubarão, atuava em rádio e também como DJ, foi encontrado na manhã de segunda-feira, 7, na praia do Gi, em Laguna, com sinais de espancamento, e mãos e pés amarrados. O laudo da perícia apontou a morte por traumatismo craniano.

A investigação foi coordenada pelo delegado Bruno Fernandes, da DIC de Laguna, e concluiu que uma discussão entre a vítima e os dois adolescentes, provocada pelo uso excessivo de droga (crack), motivou as agressões e a morte de Clóvis. A DIC contou com constantes trocas de informações com a Agência de Inteligência da Polícia Militar de Tubarão e da Divisão de Investigação Criminal de Tubarão.

Segundo apurado, a vítima saiu de Tubarão  rumo a Laguna, entre 22h e 22h30 de domingo, com ao menos dois casais de adolescentes, após prévio empenho de seu veículo em troca de droga. Após diversas voltas pelas ruas de Laguna, a vítima passou a ofender os adolescentes, devido ao estado de alucinação.

Com a intenção de "dar um fim" em Clóvis – conforme depoimentos -, o grupo se dirigiu à praia do Gi com o argumento de, então, todos usarem drogas. Um dos adolescentes, sentado no banco de trás da vítima, teria enforcado e estrangulado Clóvis com o auxílio de uma camiseta. O outro, ao lado do motorista, passou a efetuar golpes de socos e chutes em seu rosto.

Já sem vida, Clóvis foi amarrado e colocado no porta-malas. A intenção seria levar o corpo para ser ocultado em outra praia da região. Os adolescentes, no entanto, resolveram jogá-lo ao mar ali mesmo no Gi. Em seguida, roubaram o veículo da vítima e fugiram do local em direção ao bairro Recife, em Tubarão, onde moravam.

Um dos adolescentes é natural de Criciúma onde tem registros policiais por tentativa de homicídio e tráfico de drogas. Teria se mudado para Tubarão com a mãe com o objetivo de trabalhar e ter uma vida longe do crime.