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Florianópolis – A Polícia Civil, através da Divisão de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), em coletiva na manhã desta terça-feira, 02, relatou, com detalhes, a extorsão mediante sequestro, da mulher que estava sendo mantida em cativeiro, desde a última quarta-feira, 26, em uma casa, no bairro Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo. A forma exigida no pagamento do resgate, que não chegou a ser realizado, foi em moedas virtuais (bitcons), conhecida por z-cash e monero, considerado inédito no mundo e audaciosa pelas autoridades policiais.

 De acordo com o Delegado Anselmo Cruz, a investigação confrontou diversos dados até chegar à identificação de algumas pessoas, e resguardar a integridade física da vítima. “Há fortes indícios de participação de facção criminosa fora do Estado, caso de SP, com até 20 pessoas envolvidas, por trás dessa ação criminosa. É uma quadrilha baseada em SP, que escolheu essa vítima e vieram até aqui para executar esse crime”, garante o Delegado.

Segundo o Delegado, felizmente tivemos um resultado garantido, resgate da vítima sem o pagamento. “Estamos conseguindo manter esta média em SC. Neste caso, específico, foi inédito, devido à exigência de pagamento com este tipo de moeda digital (bitcons), onde eles pediam o pagamento nos dois tipos (z-cash e monero), com a impossibilidade de rastreamento. E neste caso, o pagamento seria instantâneo, onde os criminosos não precisariam se deslocar para receber o dinheiro ou levar em mãos. E envolvendo tecnologia, tem toda uma máscara digital, que faz com que não seja rastreado. É uma parte do crime que desaparece”, afirma.

O Delegado Anselmo disse ainda, que as quadrilhas geralmente atuam fora das divisas do Estado, como forma de dificultar a investigação, dificultar o trabalho de identificação.   

A vítima, o empresário na área de telecomunicações, com sede na África do Sul, iniciou a coletiva agradecendo aos policiais civis, pela dedicação dos que participaram da ação, e dizendo surpreendido com a audácia dos criminosos, ao pedirem o resgate de moedas digitais. “É uma tecnologia que aparentemente foi feita para nos resguardar, nos proteger, para que as pessoas não saibam sobre a nossa movimentação financeira e agora estão usando isso contra nós mesmos”, afirma.

O empresário relata os momentos de angústia, na espera de notícias da esposa sequestrada, que chegou a ser questionada pelos bandidos, o que gostaria que fosse enviado como prova que estaria viva, o cabelo ou um dos dedos. “Primeiro contato pediram 240 mil, mas não especificaram em que moeda e de repente falaram em 240 mil z-cash, que são R$ 60 milhões de reais, mas isso não se movimenta no mundo inteiro. Eles não tinham noção do que estavam pedindo. Depois passaram e exigir 900 mil moneros, seria quase US$ 30 milhões de dólares. E foram baixando os preços, caíram na realidade e eu tendo que explicar pra eles o que era. Hoje é fácil converter moeda virtual em dinheiro porque existe demanda. A demanda brasileira é muito alta, mas não existe em abundância ainda no mercado”, relata.

O empresário disse também, que depois de conversar com mídias ao redor do mundo, especialistas em tecnologia afirmaram que essa ação criminosa foi a primeira vez que acontece no mundo. “Vemos sequestros de dados, sequestro de computadores e pediram justamente às duas que são irrastreáveis (Z-cash e o monero). Essa audácia felizmente não deu certo.

O empresário exaltou o excelente trabalho da Polícia Civil de Santa Catarina. “Muita gente ao redor do mundo elogiou o trabalho da polícia, como eles fizeram isso tão rápido e com tão pouca ferramenta conseguiram um trabalho tão bem feito. Desta vez a inteligência venceu a tecnologia”, concluiu a vítima.

 Participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, Delegado Geral da Polícia Civil, Artur Nitz, o Diretor da DEIC, Delegado Adriano Krul Bini, Titular da DRAS, Delegado Anselmo Cruz, Titular da Divisão de Defraudações (DD), Delegado Raphael Werling e a vítima. 

Entenda o caso

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São Paulo  - A Polícia Civil, através da Divisão de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), resgatou ao meio-dia deste sábado, 29, uma vitima de extorsão mediante sequestro, que estava sendo mantida em cativeiro desde a última quarta-feira, 26, em uma casa, no bairro Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo. Uma pessoa foi presa.

O Delegado disse ainda, que a vítima trabalha no mercado financeiro digital, do tipo bitcoins, z-cash e monero, e esse tipo de pagamento pode ser enviado para qualquer local do planeta, com grandes dificuldades para ser rastreado. "Com as investigações coordenadas pela DRAS, a vítima foi resgatada do cativeiro pela equipe hoje, em boas condições de saúde, sem que o resgate fosse pago. As investigações prosseguem para identificar os demais envolvidos", afirma. O trabalho iniciado pela Divisão de Roubos e Antissequestro da DEIC e a 10ª Delegacia de Polícia, contou com o apoio da DINI e das Polícias Civis de São Paulo e de Goiás.

Segundo o Delegado Anselmo Cruz, a vítima, uma mulher de 32 anos, foi pega por seis pessoas em Florianópolis, na Lagoa da Conceição, e levada de carro até São Paulo. "Após, foram feitos diversos contatos nesses dias com o marido da vítima, exigindo inicialmente um resgate no valor de R$ 115 milhões de reais, que fossem pagos em moedas virtuais", explica. 

O Delegado disse ainda, que a vítima trabalha no mercado financeiro digital, do tipo bitcoins, z-cash e monero, e esse tipo de pagamento pode ser enviado para qualquer local do planeta, com grandes dificuldades para ser rastreado. "Com as investigações coordenadas pela DRAS, a vítima foi resgatada do cativeiro pela equipe hoje, em boas condições de saúde, sem que o resgate fosse pago. As investigações prosseguem para identificar os demais envolvidos", afirma. O trabalho iniciado pela Divisão de Roubos e Antissequestro da DEIC e a 10ª Delegacia de Polícia, contou com o apoio da DINI e das Polícias Civis de São Paulo e de Goiás.